José António Primo de Rivera (1903-1936). Assassinado há setenta e três anos. Felizmente não viu o pântano em que a Espanha se transformou depois de 1975, especialmente nos últimos anos.sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
1002 demónios, monstros e mitos para conhecer antes do fim do mundo (XIX)
José António Primo de Rivera (1903-1936). Assassinado há setenta e três anos. Felizmente não viu o pântano em que a Espanha se transformou depois de 1975, especialmente nos últimos anos.E o governo espanhol de zapatero volta a baixar as calças...
Já é costume. Um governo firme na luta contra a igreja, implacável na defesa das abortadeiras, temerário na defesa dos paneleiros, ousado no respeito pelos drogados, compreensivo das necessidades dos imigrantes. Um governo de cobardes e canalhas sem moral que ensaia em Espanha tudo o que é contra os valores onde enraíza uma sociedade minimamente sã, mas que não hesita em pagar ou dar aval ou orientar (seja lá o que for) o pagamento de um resgate de quase três milhões de euros para que os piratas somalis libertassem um pesqueiro espanhol. Mais uma vez, o governo do patético "Bean" mostra aos criminosos e terroristas que o delito compensa. Vamos ver quantos RPG'S, explosivos, metralhadoras, lanchas podem ser compradas com o dinheiro libertado agora pelos socialistas aqui do lado.
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Alguém viu isto na televisão? Não? Ah, pois, os agressores eram pretos...
Extraído do Gladius:
Apareceu no YouTube (clicar aqui para ver página com vídeo) um vídeo em que oito jovens negros norte-americanos oriundos da Somália perturbam e agridem vários transeuntes de raça branca, pedestres e ciclistas adultos, crianças (uma delas cai, ou é atirada, por uma colina abaixo) e idosos, fugindo depois, a rir, isto em bairros residenciais que parecem ser das cidades de Minneapolis ou de St. Paul. O vídeo é feito pelos próprios jovens, de cara destapada, brincando e rindo, dizendo os seus nomes, parecendo divertir-se com a gravação e exposição pública das suas façanhas.A polícia considera os vídeos como sendo perturbadores e está já no encalço dos seus autores e participantes.O caso faz lembrar a filmagem na Suécia, com telemóvel, de negros a agredir suecos. O à vontade dos «jovens» é em ambos os casos notório, a sugerir que estão conscientes da sua relativa impunidade, num contexto social em que a sua raça tem já privilégios mercê do seu alegado papel histórico de «vítima».
Apareceu no YouTube (clicar aqui para ver página com vídeo) um vídeo em que oito jovens negros norte-americanos oriundos da Somália perturbam e agridem vários transeuntes de raça branca, pedestres e ciclistas adultos, crianças (uma delas cai, ou é atirada, por uma colina abaixo) e idosos, fugindo depois, a rir, isto em bairros residenciais que parecem ser das cidades de Minneapolis ou de St. Paul. O vídeo é feito pelos próprios jovens, de cara destapada, brincando e rindo, dizendo os seus nomes, parecendo divertir-se com a gravação e exposição pública das suas façanhas.A polícia considera os vídeos como sendo perturbadores e está já no encalço dos seus autores e participantes.O caso faz lembrar a filmagem na Suécia, com telemóvel, de negros a agredir suecos. O à vontade dos «jovens» é em ambos os casos notório, a sugerir que estão conscientes da sua relativa impunidade, num contexto social em que a sua raça tem já privilégios mercê do seu alegado papel histórico de «vítima».
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O fim da utopia
"Desde a Revolução Francesa, uma sucessão de movimentos utópicos transformou a vida política. Sociedades inteiras foram destruídas e o mundo mudou para sempre. A alteração que os pensadores utópicos anteviram não se deu e, na sua maioria, os seus projectos produziram resultados contrários aos visados. Isso não impediu que voltassem a ser repetidamente lançados projectos semelhantes até ao início do século XXI, quando o estado mais poderoso do mundo lançou uma campanha para exportar a democracia para o Médio Oriente e para todo o mundo.
Os projectos utópicos reproduziram mitos religiosos que, na Idade Média, tinham inflamado movimentos maciços de crentes e desencadearam violência semelhante. O terror secular dos tempos modernos é uma versão mutante da violência que tem acompanhado o cristianismo ao longo da sua história. Durante mais de 200 anos, a primitiva fé cristã num Tempo Final iniciado por Deus foi transformada numa crença de que a Utopia podia realizar-se por meio da acção humana. Com roupagens científicas, os mitos cristãos iniciais do Apocalipse deram lugar a uma nova espécie de violência.
Quando o projecto da democracia universal acabou nas ruas ensanguentadas do Iraque, este modelo começou a ser invertido. O utopismo sofreu um rude golpe, mas a política e a guerra não deixaram de ser veículos do mito. Em vez disso, versões primitivas de religião estão a substituir a fé secular que se perdeu. A religião apocalíptica molda as políticas do presidente norte-americano George W.Bush e do seu antagonista Mahmoud Ahmadinejad, no Irão. Seja onde for que esteja a acontecer, o renascimento da religião está misturado com conflitos políticos, incluindo uma luta que se intensifica por causa das reservas de recursos naturais da Terra, que estão a diminuir; mas não pode haver dúvida de que a religião é mais uma vez um poder por direito próprio. Com a morte da Utopia, a religião apocalíptica reemergiu, nua e sem adornos, como uma força na política mundial."- John Gray, A Morte da Utopia, Guerra e Paz, 2008.
Os projectos utópicos reproduziram mitos religiosos que, na Idade Média, tinham inflamado movimentos maciços de crentes e desencadearam violência semelhante. O terror secular dos tempos modernos é uma versão mutante da violência que tem acompanhado o cristianismo ao longo da sua história. Durante mais de 200 anos, a primitiva fé cristã num Tempo Final iniciado por Deus foi transformada numa crença de que a Utopia podia realizar-se por meio da acção humana. Com roupagens científicas, os mitos cristãos iniciais do Apocalipse deram lugar a uma nova espécie de violência.
Quando o projecto da democracia universal acabou nas ruas ensanguentadas do Iraque, este modelo começou a ser invertido. O utopismo sofreu um rude golpe, mas a política e a guerra não deixaram de ser veículos do mito. Em vez disso, versões primitivas de religião estão a substituir a fé secular que se perdeu. A religião apocalíptica molda as políticas do presidente norte-americano George W.Bush e do seu antagonista Mahmoud Ahmadinejad, no Irão. Seja onde for que esteja a acontecer, o renascimento da religião está misturado com conflitos políticos, incluindo uma luta que se intensifica por causa das reservas de recursos naturais da Terra, que estão a diminuir; mas não pode haver dúvida de que a religião é mais uma vez um poder por direito próprio. Com a morte da Utopia, a religião apocalíptica reemergiu, nua e sem adornos, como uma força na política mundial."- John Gray, A Morte da Utopia, Guerra e Paz, 2008.
1002 demónios, monstros e mitos para conhecer antes do fim do mundo (XVIII)
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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
E na outrora mui católica República de Malta
Malta: Imam supports Sharia punishments.
Fonte: www.islamineurope.com
Oslo: qual a função de um ginásio?
Oslo: Muslim students want to use gym hall for prayer, deans object.
Cedam às pretensões dos peticionários e daqui a um ano não haverá exercício físico no ginásio às Sextas-feiras. Apenas oração.
E mais uns quantos muçulmanos que lutam pela paz no mundo
2009.11.17 (Eelboon, Somalia) - A 29-year-old woman is planted in the ground and pelted to death with stones over adulterous sex.
2009.11.17 (Baghdad, Iraq) - A Jihad bomb kills two Iraqis.
2009.11.17 (Pattani, Thailand) - A Holy Warrior on a motorbike guns down a school bus driver through his side window.
2009.11.17 (Helmand, Afghanistan) - Two Afghan civilians are killed in a roadside attack by Sunni terrorists.
2009.11.17 (Kunduz, Afghanistan) - Taliban hardliners murder four guards at a security firm.
2009.11.16 (Kupwara, India) - Pakistani infiltrators attack an Indian security patrol, killing two members.
A fonte, naturalmente, continua a ser o site The religion of Peace. Passai por lá e vede.
2009.11.17 (Baghdad, Iraq) - A Jihad bomb kills two Iraqis.
2009.11.17 (Pattani, Thailand) - A Holy Warrior on a motorbike guns down a school bus driver through his side window.
2009.11.17 (Helmand, Afghanistan) - Two Afghan civilians are killed in a roadside attack by Sunni terrorists.
2009.11.17 (Kunduz, Afghanistan) - Taliban hardliners murder four guards at a security firm.
2009.11.16 (Kupwara, India) - Pakistani infiltrators attack an Indian security patrol, killing two members.
A fonte, naturalmente, continua a ser o site The religion of Peace. Passai por lá e vede.
Está tudo muito parado
"A sociedade portuguesa parece um bando de escravos que, indiferentes, inertes e semi-nus, assistem a discussões do preço por que devem ser vendidos, pouco lhes importando ser propriedade deste ou daquele senhor, esperando apenas humildemente que lhes seja garantida a minguada subsistência."- Augusto Fuschini, O Presente e o Futuro de Portugal, 1899.
Portugueses festejam vitória da selecção com noite de distúrbios em Paris
Podia ser o título de uma notícia. Mas não é. Trata-se de ficção. Os portugueses residentes em França, que se saiba, não causaram quaisquer distúrbios nos festejos da vitória da selecção nacional.
Curiosamente, os eslovenos residentes em Paris também não pegaram fogo a nada.
Os gregos, esses, não vandalizaram montras nem incendiaram caixotes do lixo.
E os franceses (genuínos) ficaram em casa (provavelmente refugiados).
Os argelinos, curiosamente, é que protagonizaram mais uma noite de violência e destruição em Paris, a pretexto da vitória da sua selecção sobre o Egipto. Mas, afinal, não deviam festejar o apuramento de França? Não estão integrados? Se são argelinos por que razão não voltam para a terra que tanto amam? E que justificação têm os sociólogos para estes actos? É que esta juventude vandaliza quando festeja, quando protesta contra o "racismo", contra a "violência policial", etc. Há alguma razão para não vandalizarem? Talvez o esquerdalho sociológico possa encontrar uma explicação para isto. De preferência sem envolver a exclusão, a CIA ou os extraterrestres. Se puderem, era de grande agradecimento.
Curiosamente, os eslovenos residentes em Paris também não pegaram fogo a nada.
Os gregos, esses, não vandalizaram montras nem incendiaram caixotes do lixo.
E os franceses (genuínos) ficaram em casa (provavelmente refugiados).
Os argelinos, curiosamente, é que protagonizaram mais uma noite de violência e destruição em Paris, a pretexto da vitória da sua selecção sobre o Egipto. Mas, afinal, não deviam festejar o apuramento de França? Não estão integrados? Se são argelinos por que razão não voltam para a terra que tanto amam? E que justificação têm os sociólogos para estes actos? É que esta juventude vandaliza quando festeja, quando protesta contra o "racismo", contra a "violência policial", etc. Há alguma razão para não vandalizarem? Talvez o esquerdalho sociológico possa encontrar uma explicação para isto. De preferência sem envolver a exclusão, a CIA ou os extraterrestres. Se puderem, era de grande agradecimento.
Brandos costumes
a) Estudante de 20 anos assassinada pelo namorado, de 22, em Mangualde. O javardo ainda teve o desplante de dizer que tinham sido vítima de carjacking. Homicida, mentiroso e estúpido. Três defeitos destes numa pessoa deviam dar direito a prisão perpétua.
b)Assaltantes pegam fogo a casa e matam casal de ourives, em Amarante.
c)Torturada e esfaqueada até à morte para entregar as jóias. Em Queluz, uma senhora de 61 anos.
d)Foi a sepultar a jovem de 17 anos que se suicidou há dias. Tinha sido uma das vítimas de um violador em série que actuou na zona de Coimbra, salvo erro. O porco cumpre uma pena de seis anos. Não tarda nada está aí outra vez, pronto a actuar, em vez de ser castrado como devia e obrigado a trabalhos forçados perpétuos.
e)Apreensões de droga em Cinfães, Cadaval, Cantanhede, Alcobaça, Loures e Feijó.
f)Gangue assalta ourivesaria e agride ourives com um pé-de-cabra em Castanheira do Ribatejo.
Há mais, mas acho que chega. Como dizem alguns políticos, Portugal é um país seguro. Nós é que somos mal-intencionados e vemos estas coisas e dizemos logo mal.
b)Assaltantes pegam fogo a casa e matam casal de ourives, em Amarante.
c)Torturada e esfaqueada até à morte para entregar as jóias. Em Queluz, uma senhora de 61 anos.
d)Foi a sepultar a jovem de 17 anos que se suicidou há dias. Tinha sido uma das vítimas de um violador em série que actuou na zona de Coimbra, salvo erro. O porco cumpre uma pena de seis anos. Não tarda nada está aí outra vez, pronto a actuar, em vez de ser castrado como devia e obrigado a trabalhos forçados perpétuos.
e)Apreensões de droga em Cinfães, Cadaval, Cantanhede, Alcobaça, Loures e Feijó.
f)Gangue assalta ourivesaria e agride ourives com um pé-de-cabra em Castanheira do Ribatejo.
Há mais, mas acho que chega. Como dizem alguns políticos, Portugal é um país seguro. Nós é que somos mal-intencionados e vemos estas coisas e dizemos logo mal.
Agressão racista em Hamburgo (II)
Quando ontem falei aqui que tinha visto num rodapé de noticiário televisivo a alusão a uma "agressão racista" a um português na cidade de Hamburgo só não acrescentei que o visado era africano porque, naturalmente, a comunicação social gosta de omitir essas coisas. Hoje, no entanto, confirmei o que já suspeitava. O "português" agredido era, afinal, guineense. Quer dizer, luso-guineense. Ou afro-lusitano, como se preferir. Diz hoje o Correio da Manhã que a vítima, taxista em Hamburgo, viu um fulano colar-lhe um autocolante com uma mensagem fascista no carro (como é que se sabe isso?). Quando o confrontou, foi agredido. Só que o agressor era neonazi, segundo a notícia. Sabemos que os jornalistas são bastante ignorantes em questões ideológicas, mas um bocadinho de rigor não ficava nada mal. Fascismo e nazismo são coisas diferentes, certo?
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
França apurada para o Mundial!
Com muito esforço e alguma polémica, a selecção afro-gaulesa, aqui tão bem representada por cinco efusivos afro-gauleses, apurou-se para o mundial da África do Sul. Os parabéns a esta selecção afro-europeia que tão bem representa o espírito do século XXI, de um mundo sem barreiras e fronteiras, um mundo de amor como já José Cid cantava há mais de vinte anos.
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Agressão racista em Hamburgo
Na cidade que inventou os saborosos e deliciosos bifes de Hamburgo, um português foi vítima de agressão racista. Quer dizer, não sei o que se passou. Com estas histórias da bola e tal, só sei que li em rodapé, num telejornal qualquer, a notícia de que um português tinha sido vítima de um "ataque racista" em Hamburgo. Não sabendo as circunstâncias, não me pronuncio. Claro que, se os jornalistas o dizem é porque é concerteza verdade. Mas, de qualquer modo, não é nada de novo. Se forem à linha de Sintra, ao Cacém, a Loures, à Amadora, à Caparica e mesmo a outros lugares "menos problemáticos", hão-de chegar á conclusão que não deve passar um dia sem um ataque racista contra portugueses. E não são nazis alemães a cometê-los. São coisas curiosas, mas que não passam na televisão.
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Tão seguros no nosso cantinho...
"Uma testemunha confirmou esta semana num tribunal em Barcelona (nordeste de Espanha) que a organização radical Tehrik e Taliban Pakistana chegou a planear realizar atentados terroristas em vários países, incluindo Portugal.
O homem, integrado num plano de protecção de testemunhas, foi ouvido no âmbito do julgamento de 11 alegados membros de uma célula islamita que planeava cometer um atentado no metropolitano de Barcelona em Janeiro de 2008.
As informações desta testemunha permitiram às autoridades deter os membros da célula cuja acção e planos apresentou esta semana na intervenção que fez perante o juiz do processo.
Na sua declaração, a testemunha explicou que a célula tinha planeado realizar um primeiro atentado no metropolitano de Barcelona a 19 de Janeiro de 2008, e que os engenhos explosivos seriam fabricados no dia anterior.
Depois da organização, a Tehrik e Taliban Pakistana, reivindicar esse atentado, apresentaria publicamente "várias exigências" - que não detalhou - mas que a não ser cumpridas motivariam novos atentados.
Esses atentados seriam realizados por "uma segunda equipa" em Portugal, na Alemanha, na França e no Reino Unido.
Identificado no sumário do processo com o código F1, esta testemunhou disse ter chegado a Espanha procedente de França a 15 de Janeiro de 2008, tendo planeado reunir-se na mesquita de Barcelona com um dos suspeitos detidos, Maroof Ahmed Mirza, para quem a procuradoria pede 18 anos de cadeia por o considerar dirigente da célula.
Explicou ter passado os anteriores 18 meses em campos de treino no Paquistão e no Afeganistão, onde aprendeu o uso de armas e explosivos e ter sido enviado "pela sua organização" para Espanha para realizar o atentado.
Questionado sobre a que organização se referia, a testemunha disse simplesmente: "Al-Qaida".
A notícia é da Lusa. Claro que, para os comunistas, esquerdalho e outros que tais, isso só acontece porque Portugal tem assumido uma posição de "lacaio" dos EUA (aquela palavra é das preferidas dos esquerdistas, também devido ao facto do vocabulário que possuem ser bastante limitado). A esses opinadores, poderia recomendar-lhes o estudo de um pouco de História e de Religião e Cultura Islâmica. Não vale a pena, pois as suas cabecinhas não aguentariam a confrontação com a realidade dos factos.
Para o português mais comum, esta notícia é, ou uma "aldravice" ou então uma desgraça porque estamos aqui nós tão descansadinhos no nosso cantinho abençoado e agora querem cá andar a pôr bombas. Esses, ainda não repararam que Portugal mudou. Saem pouco de casa ou não se deslocam a certas zonas. Seja como for, este é mais um capítulo da guerra que se trava em território europeu. Não declarada, silenciosa e silenciada por quem devia defender, em primeiro lugar, os europeus.
O homem, integrado num plano de protecção de testemunhas, foi ouvido no âmbito do julgamento de 11 alegados membros de uma célula islamita que planeava cometer um atentado no metropolitano de Barcelona em Janeiro de 2008.
As informações desta testemunha permitiram às autoridades deter os membros da célula cuja acção e planos apresentou esta semana na intervenção que fez perante o juiz do processo.
Na sua declaração, a testemunha explicou que a célula tinha planeado realizar um primeiro atentado no metropolitano de Barcelona a 19 de Janeiro de 2008, e que os engenhos explosivos seriam fabricados no dia anterior.
Depois da organização, a Tehrik e Taliban Pakistana, reivindicar esse atentado, apresentaria publicamente "várias exigências" - que não detalhou - mas que a não ser cumpridas motivariam novos atentados.
Esses atentados seriam realizados por "uma segunda equipa" em Portugal, na Alemanha, na França e no Reino Unido.
Identificado no sumário do processo com o código F1, esta testemunhou disse ter chegado a Espanha procedente de França a 15 de Janeiro de 2008, tendo planeado reunir-se na mesquita de Barcelona com um dos suspeitos detidos, Maroof Ahmed Mirza, para quem a procuradoria pede 18 anos de cadeia por o considerar dirigente da célula.
Explicou ter passado os anteriores 18 meses em campos de treino no Paquistão e no Afeganistão, onde aprendeu o uso de armas e explosivos e ter sido enviado "pela sua organização" para Espanha para realizar o atentado.
Questionado sobre a que organização se referia, a testemunha disse simplesmente: "Al-Qaida".
A notícia é da Lusa. Claro que, para os comunistas, esquerdalho e outros que tais, isso só acontece porque Portugal tem assumido uma posição de "lacaio" dos EUA (aquela palavra é das preferidas dos esquerdistas, também devido ao facto do vocabulário que possuem ser bastante limitado). A esses opinadores, poderia recomendar-lhes o estudo de um pouco de História e de Religião e Cultura Islâmica. Não vale a pena, pois as suas cabecinhas não aguentariam a confrontação com a realidade dos factos.
Para o português mais comum, esta notícia é, ou uma "aldravice" ou então uma desgraça porque estamos aqui nós tão descansadinhos no nosso cantinho abençoado e agora querem cá andar a pôr bombas. Esses, ainda não repararam que Portugal mudou. Saem pouco de casa ou não se deslocam a certas zonas. Seja como for, este é mais um capítulo da guerra que se trava em território europeu. Não declarada, silenciosa e silenciada por quem devia defender, em primeiro lugar, os europeus.
1002 livros para ler antes do fim do mundo (LXXXII)
O Santo Reich - concepções nazistas do cristianismo (1919-1945), de Richard Steigmann-Gall. Editado pela Imago (Brasil), 2004. Como o nome indica, trata-se de um estudo exaustivo sobre as relações entre o nazismo, especialmente nos primeiros anos, e as confissões cristãs alemãs, com especial realce para os ramos do protestantismo. Vale a leitura.
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1002 quadros para ver antes do fim do mundo (XVII)
Lamentos de Orfeu, de Alexandre Séon (1855-1917). Pintado em 1896. está no Museu de Orsay, em Paris. Logo, é um quadro chique.
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O que vai sobrando...
"Quando a civilização não é o sentimento de Deus encarnado no povo, como sucedeu na Grécia, chega um dia impreterível em que a facilitação dos prazeres acaba por extinguir quanto há nobre, elevado e viril no coração do homem; a religião voa das consciências para pender em garridos bambolins nas exterioridades do culto; a voz íntima do dever emudece, o sentimento augusto da liberdade abastarda-se ou apaga-se, e o povo, lentamente mas profundamente corrompido, amolenta-se, espapa-se e converte-se num abismo, em que cedo ou tarde caem para nunca mais emergirem à superfície da história os déspotas que imaginavam dominá-lo pela corrupção, e juntamente com os déspotas baqueiam na mesma voragem popular os falsos apóstolos - políticos, padres, tribunos, escritores - que supunham governar a plebe, dirigindo-lhe a educação da consciência e a educação do espírito com vãs lisonjas e com declamações quiméricas. É o que sucedeu na Ásia e na Roma dos Césares. É o que há-de igualmente suceder nas modernas sociedades cristãs quando a doutrina que lhes serviu de base e de núcleo despercebidamente se for deprimido e dissolvendo - até se aniquilar. A crise chega a final. Chegou: estamo-la vendo. A lama das ruas converte-se em labareda e devora em línguas de fogo aqueles que a pisavam nos seus triunfos.
Portugueses - pequenos, obscuros, sem nenhuma espécie de significação ou de influência no movimento das ideias ou no movimento dos factos universais - não nos cabe indagar se nos convém repelir ou propagar a nova lei que a revolução dos grandes centros da política ou do pensamento humano nos trouxer na mão. Pouco importa o nosso voto, o nosso juízo ou a nossa vontade! A nossa única missão, improrrogável e fatal, é submetermo-nos, e aceitá-la.
Não é somente a França que está na revolução: está nela a Itália, a Alemanha, a Rússia, a Espanha; está nela a Europa inteira. Nos espíritos e nas consciências da geração a que pertencemos tange um rebate universal.
Triste e despremiada missão a daqueles que vão ferir a grande luta do mundo novo com o mundo velho - profunda guerra de entranhas, conspiração de elementos, revolução na cosmogonia moral!
Nós somos os semeadores dos robles, que nunca descansaremos às sombras virentes das florestas cuja semente estamos lançando aos profundos sulcos banhados no sangue das nossas veias!
Neste fúnebre período de dúvidas e incertezas - ciclo tremendo em que vivemos que resta ao homem contemporâneo, a cuja dignidade repugne viver, na dissolução que o cerca, das exigências exclusivas do seu temperamento?
Quando os tronos todos vacilam, quando todas as nacionalidades estremecem, quando todas as políticas falham, quando a poesia emudece, quando as literaturas se desmoronam, quando a arte espavorida desaparece, onde poremos a nossa esperança, onde assentaremos o nosso pensamento, onde guardaremos a nossa fé? Interrogações supremas a que não achamos solução nas vaidades do espírito, mas para as quais encontramos resposta nessa parte de nós mesmos a que tão pouco nos temos habituado a pedir conselho - o carácter!
Alguma coisa ainda nos resta. resta-nos a fé no progresso, isto é, nos desígnios de Deus na história. Reata-nos a família, o trabalho, o sacrifício. Temos intactas, perfeitas, serenas, pacíficas, cobertas de luz, todas as coisas em que o ser moral do homem se cultiva e se engrandece, - o desenvolvimento no indivíduo da grande força irresistível destinada a regenerar e a salvar os povos."- Eça de Queiroz, As Farpas.
Portugueses - pequenos, obscuros, sem nenhuma espécie de significação ou de influência no movimento das ideias ou no movimento dos factos universais - não nos cabe indagar se nos convém repelir ou propagar a nova lei que a revolução dos grandes centros da política ou do pensamento humano nos trouxer na mão. Pouco importa o nosso voto, o nosso juízo ou a nossa vontade! A nossa única missão, improrrogável e fatal, é submetermo-nos, e aceitá-la.
Não é somente a França que está na revolução: está nela a Itália, a Alemanha, a Rússia, a Espanha; está nela a Europa inteira. Nos espíritos e nas consciências da geração a que pertencemos tange um rebate universal.
Triste e despremiada missão a daqueles que vão ferir a grande luta do mundo novo com o mundo velho - profunda guerra de entranhas, conspiração de elementos, revolução na cosmogonia moral!
Nós somos os semeadores dos robles, que nunca descansaremos às sombras virentes das florestas cuja semente estamos lançando aos profundos sulcos banhados no sangue das nossas veias!
Neste fúnebre período de dúvidas e incertezas - ciclo tremendo em que vivemos que resta ao homem contemporâneo, a cuja dignidade repugne viver, na dissolução que o cerca, das exigências exclusivas do seu temperamento?
Quando os tronos todos vacilam, quando todas as nacionalidades estremecem, quando todas as políticas falham, quando a poesia emudece, quando as literaturas se desmoronam, quando a arte espavorida desaparece, onde poremos a nossa esperança, onde assentaremos o nosso pensamento, onde guardaremos a nossa fé? Interrogações supremas a que não achamos solução nas vaidades do espírito, mas para as quais encontramos resposta nessa parte de nós mesmos a que tão pouco nos temos habituado a pedir conselho - o carácter!
Alguma coisa ainda nos resta. resta-nos a fé no progresso, isto é, nos desígnios de Deus na história. Reata-nos a família, o trabalho, o sacrifício. Temos intactas, perfeitas, serenas, pacíficas, cobertas de luz, todas as coisas em que o ser moral do homem se cultiva e se engrandece, - o desenvolvimento no indivíduo da grande força irresistível destinada a regenerar e a salvar os povos."- Eça de Queiroz, As Farpas.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
A alternância democrática
"Há muitos anos a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder. O poder não sai duns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas ás outras, pelo ar, numa explosão de risadas.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão, - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país, e outras injúrias pequenas, mais particularmente dirigidas aos seus carácteres e às suas famílias.
Os outros, os que não estão no poder são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, os interesses do país e a pátria.
Mas, cousa notável!
Os cinco que estão no poder, fazem tudo o que podem - intrigam, trabalham, para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do país, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se para deixar de ser - o mais depressa que puderem - os verdadeiros liberais e os interesses do país!
Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros - os verdadeiros liberais entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do país e os que caíram do poder, resignam-se cheios de fel e de amargura - a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do país.
Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do país...
Não há nenhum que não tenha sido demitido ou obrigado a pedir a demissão pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...
Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas, - pela imprensa, pela palavra dos oradores, pela acusação da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...
E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o país neste caminho em que ele vai, feliz, coberto de luz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, num choito triunfante!"- Eça de Queiroz, As Farpas
Doze ou quinze homens sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder. O poder não sai duns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas ás outras, pelo ar, numa explosão de risadas.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão, - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país, e outras injúrias pequenas, mais particularmente dirigidas aos seus carácteres e às suas famílias.
Os outros, os que não estão no poder são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, os interesses do país e a pátria.
Mas, cousa notável!
Os cinco que estão no poder, fazem tudo o que podem - intrigam, trabalham, para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do país, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se para deixar de ser - o mais depressa que puderem - os verdadeiros liberais e os interesses do país!
Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros - os verdadeiros liberais entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do país e os que caíram do poder, resignam-se cheios de fel e de amargura - a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do país.
Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do país...
Não há nenhum que não tenha sido demitido ou obrigado a pedir a demissão pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...
Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas, - pela imprensa, pela palavra dos oradores, pela acusação da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...
E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o país neste caminho em que ele vai, feliz, coberto de luz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, num choito triunfante!"- Eça de Queiroz, As Farpas
17 de Novembro, mais um dia de paz
2009.11.16 (al-Saadan, Iraq) - al-Qaeda militants kidnap and execute thirteen Sunni Iraqis.
2009.11.16 (Tagab, Afghanistan) - Religious extremists rocket a market, killing at least ten people.
2009.11.16 (Peshawar, Pakistan) - A Fedayeen suicide bomb blast outside a shop leaves at least four dead.
2009.11.15 (Mosul, Iraq) - Jihadi bombers take out a 12-year-old child.
2009.11.15 (Bajaur, Pakistan) - An anti-Taliban tribal leader is murdered and his home destroyed.
2009.11.14 (Mosul, Iraq) - A 16-year-old Christian boy is gunned down outside his home by suspected radicals.
2009.11.16 (Tagab, Afghanistan) - Religious extremists rocket a market, killing at least ten people.
2009.11.16 (Peshawar, Pakistan) - A Fedayeen suicide bomb blast outside a shop leaves at least four dead.
2009.11.15 (Mosul, Iraq) - Jihadi bombers take out a 12-year-old child.
2009.11.15 (Bajaur, Pakistan) - An anti-Taliban tribal leader is murdered and his home destroyed.
2009.11.14 (Mosul, Iraq) - A 16-year-old Christian boy is gunned down outside his home by suspected radicals.
Emigração
Sempre a aumentar. Em especial para os novos/velhos eldorados - Angola e Moçambique. Depois, o velho argumento (reforçado por estas novas vagas): os portugueses também emigram, por isso temos o dever de receber quem quer vir para cá. Como? Eu, pessoalmente, não emigrei, não acredito na ética utilitarista, não considero que deva a mesma atenção e cuidado àqueles que não me são próximos e nada tenho a ver com quem emigra. Além disso, a minha opinião é muito simples: Moçambique é do povo moçambicano. Angola é do povo angolano. Tal como Portugal deve ser dos portugueses. É que eu também não acho que estejamos a regressar a África para ajudar ao desenvolvimento local. Talvez ao desenvolvimento de alguns, mas não convém que os países africanos formem os seus próprios quadros, em vez de os importarem?
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Os dias numerados
Escutas telefónicas, legais ou ilegais, mas cujo conteúdo (a crer como verdade o que os jornais relataram) devia levar às ruas as pessoas em protesto. Cá, nada se passa. No máximo talvez se lamente não se poder fazer o mesmo pelos "amigos".
Desemprego a atingir 9.8%. Quase 180.000 empregos perdidos no terceiro trimestre.
Duplo homicídio seguido de suicídio em Belas, salvo erro.
Homicídio brutal em Castelo Branco.
Tiroteios diários em "bairros problemáticos".
Mortalidade nas estradas.
Violência suburbana.
10.000 abortos em meio ano?
Emigração a aumentar. Portugueses a correr para Angola, Moçambique, Espanha, Suiça, etc.
Imigração para compensar. E descaracterizar.
O número de ataques cometidos por cães nos EUA tem aumentado progressivamente - ouve-se num dos melhores episódios da série Millennium. O nosso trabalho é também recolher dados para o Dia do Juízo. Nunca esteve tão próximo, mas os australianos senti-lo-ão primeiro.
Desemprego a atingir 9.8%. Quase 180.000 empregos perdidos no terceiro trimestre.
Duplo homicídio seguido de suicídio em Belas, salvo erro.
Homicídio brutal em Castelo Branco.
Tiroteios diários em "bairros problemáticos".
Mortalidade nas estradas.
Violência suburbana.
10.000 abortos em meio ano?
Emigração a aumentar. Portugueses a correr para Angola, Moçambique, Espanha, Suiça, etc.
Imigração para compensar. E descaracterizar.
O número de ataques cometidos por cães nos EUA tem aumentado progressivamente - ouve-se num dos melhores episódios da série Millennium. O nosso trabalho é também recolher dados para o Dia do Juízo. Nunca esteve tão próximo, mas os australianos senti-lo-ão primeiro.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
1002 demónios, monstros e mitos para conhecer antes do fim do mundo (XVI)
O maior. Nunca houve, há ou haverá outro que se lhe compare. E era dos nossos, ainda por cima, coisa que muito desagrada aos ilustres professores de português, que não têm por hábito referir essa faceta aos alunos. E não o darem como simpatizante da revolução bolchevique já é um feito.Selecção portuguesa recebida com insultos e escarros
Pelo menos é o que diz a imprensa. De qualquer maneira, não se pode dizer que não haja aqui um avanço civilizacional. Durante a guerra civil, os muçulmanos bósnios especializaram-se em outras práticas (apesar da comunicação social nos querer fazer crer que só os sérvios são mauzões) mais ferozes e os jihadistas estrangeiros chegaram a jogar futebol com as cabeças de prisioneiros sérvios assassinados. Tendo em conta esse facto, a recepção mostra uma grande evolução civilizacional.
E em Espanha...
... começou o julgamento de onze suspeitos islamistas. Detidos em 2008, pertenciam ao Tehrik-e-Taliban-Pakistan, grupo com ligações á Al-Qaeda. Neste caso concreto, os suspeitos são de nacionalidade paquistanesa (nove) e indiana (dois). Desta vez, o pretexto era a presença de tropas espanholas no Afeganistão (alguém dá por elas?). Como os ataques no metro, em 2004, foram suficientemente eficazes para que o cobarde Zapatero mandasse retirar do Iraque, a táctica iria ser repetida, o que era absolutamente escusado. Primeiro, porque as tropas espanholas no Afeganistão não estão em zona de combate (na volta até fazem como os italianos, que pagam para não serem atacados). Depois, porque a Espanha é, cada vez mais, território ocupado.
Vamos ver o que sai deste julgamento, esperemos que nada de grave, até porque os países do bloco islâmico estão a fazer uma pressão cada vez maior nesse organismo repugnante que dá pelo nome de ONU, de modo a que as ofensas ao Islão passem a ser punidas (sem ser apenas pelos jihadistas). Claro que o conceito de ofensa será bastante alargado, mas nunca houve uma probabilidade tão grande da proposta conseguir ter sucesso. Até porque, da camarilha que finge governar a Europa, nada há a esperar na defesa da identidade e dos povos do continente.
Vamos ver o que sai deste julgamento, esperemos que nada de grave, até porque os países do bloco islâmico estão a fazer uma pressão cada vez maior nesse organismo repugnante que dá pelo nome de ONU, de modo a que as ofensas ao Islão passem a ser punidas (sem ser apenas pelos jihadistas). Claro que o conceito de ofensa será bastante alargado, mas nunca houve uma probabilidade tão grande da proposta conseguir ter sucesso. Até porque, da camarilha que finge governar a Europa, nada há a esperar na defesa da identidade e dos povos do continente.
Fosse o Berlusconi e já o esquerdalho ladraria
Rome, 16 Nov. (AKI) - Libya's controversial leader Muammar Gaddafi has created headlines in Italy after inviting 200 women to a party and inviting them to convert to Islam. Gaddafi who is in Rome for the United Nations-sponsored global food summit, held the party at the house of the Libyan ambassador, Hafed Gaddur, on Sunday."Convert to Islam. Jesus was sent to the Jews, not for you. Mohammed, on the other hand, was sent for all human beings," he reportedly said. "Whoever goes in a different direction than Mohammed is wrong. God's religion is Islam and whomever follows a different one, in the end, will lose," said Gaddafi quoted by Italian daily La Stampa.After arriving an hour late, Gaddafi began distributing gifts to the women, who were reportedly all Italian.They were also each given a copy of the Islamic holy book the Koran as well as the Libyan leader's Green Book, which outlines the Libyan leader's view on political philosophy and democracy.He then sat next to Libya's ambassador to Italy Hafed Gaddur and an interpreter with two of his renowned female guards, known as 'Amazon Guards'. Gaddafi then began a speech in which he invited the women to convert to Islam, emphasising his support for equal rights but not equal duties.According to the Libyan leader, women must do only "what their physical condition allows them" and spoke about the role that women played during World War II. Gaddafi criticised the West, saying that women there "have often been used as pieces of furniture, changed whenever it pleases men. And this is an injustice." Gaddafi also invited the women attending the party to travel to the Islamic holy city of Mecca in Saudi Arabia. The Italian media said that the women came from an agency that provides "hostesses from good families" between the age of 18 to 35. They were reportedly paid 50 euros. Reports said the women were not given anything to eat or drink before, during or after Gaddafi's speech.The women - who were very well dressed were told that short skirts and cleavage were forbidden - met at a hotel in the centre of Rome and were then escorted to the Libyan ambassador's home.Gaddafi is in Rome for the world food summit organised by the United Nations Food and Agriculture Organization that opened on Monday.
Fonte: http://www.adnkronos.com.
Fonte: http://www.adnkronos.com.
Isto é Portugal!
"Portugal, não tendo princípios, ou não tendo fé nos seus princípios, não pode propriamente ter costumes. Com uma política de acaso, com uma literatura de retórica e de cópia, com uma legislação desorganizada, não se pode deixar de ter uma moralidade decadente.
Fomos outrora o povo do caldo da portaria, das procissões, da navalha e da taverna. Compreendeu-se que esta situação era um aviltamento da dignidade humana: fizemos muitas revoluções para sair dela. Ficamos exactamente em condições idênticas. O Caldo da portaria não acabou. Não é já como outrora uma multidão pitoresca de mendigos, beatos, ciganos, ladrões, caceteiros, carrascos, que o vai buscar alegremente, ao meio-dia, cantando o Bendito; é uma classe média inteira, que vive dele, de chapéu alto e paletó...
Este caldo é o Estado. A classe média vive do Estado. A velhice conta com ele como condição da sua vida. Logo desde os primeiros exames no liceu, a mocidade vê nele o seu repouso e a garantia da sua tranquilidade. A classe eclesiástica não significa a realização de uma crença; é ainda uma multidão de desocupados que querem viver à custa do Estado. A vida militar não é uma carreira, como se compreendia outrora, é uma ociosidade organizada por conta do Estado. Os proprietários procuram viver à custa do estado vindo ser deputados a dois mil e quinhentos reis por dia.
A própria indústria faz-se proteccionar pelo Estado e trabalha sobretudo em vista do estado. A imprensa até certo ponto vive também do Estado. A ciência depende do Estado. O Estado é a esperança das famílias pobres, e das casas arruinadas; é a ocupação natural das mediocridades; é o usufruto da burguesia. Ora como o Estado, pobre, paga tão pobremente que ninguém se pode libertar da sua tutela para ir para a indústria ou para o comércio, esta situação perpetua-se de pais a filhos como uma fatalidade.
resulta uma pobreza geral. Com o seu ordenado ninguém pode acumular, poucos podem equilibrar-se. Nascem o recurso perpétuo para a agiotagem, a dívida, e a letra protestada, como elementos regulares da vida. Por outro lado, o comércio sofre dessa pobreza da burocracia, arruina-se, quebra, fica ele mesmo na alternativa de recorrer também ao estado, ou de cair no proletariado. O mesmo sucede aos industriais. A agricultura, sem recursos, sem progresso, não sabendo fazer valer a terra, arqueja á beira da pobreza e termina sempre recorrendo ao Estado."- Eça de Queiroz, As Farpas.
Fomos outrora o povo do caldo da portaria, das procissões, da navalha e da taverna. Compreendeu-se que esta situação era um aviltamento da dignidade humana: fizemos muitas revoluções para sair dela. Ficamos exactamente em condições idênticas. O Caldo da portaria não acabou. Não é já como outrora uma multidão pitoresca de mendigos, beatos, ciganos, ladrões, caceteiros, carrascos, que o vai buscar alegremente, ao meio-dia, cantando o Bendito; é uma classe média inteira, que vive dele, de chapéu alto e paletó...
Este caldo é o Estado. A classe média vive do Estado. A velhice conta com ele como condição da sua vida. Logo desde os primeiros exames no liceu, a mocidade vê nele o seu repouso e a garantia da sua tranquilidade. A classe eclesiástica não significa a realização de uma crença; é ainda uma multidão de desocupados que querem viver à custa do Estado. A vida militar não é uma carreira, como se compreendia outrora, é uma ociosidade organizada por conta do Estado. Os proprietários procuram viver à custa do estado vindo ser deputados a dois mil e quinhentos reis por dia.
A própria indústria faz-se proteccionar pelo Estado e trabalha sobretudo em vista do estado. A imprensa até certo ponto vive também do Estado. A ciência depende do Estado. O Estado é a esperança das famílias pobres, e das casas arruinadas; é a ocupação natural das mediocridades; é o usufruto da burguesia. Ora como o Estado, pobre, paga tão pobremente que ninguém se pode libertar da sua tutela para ir para a indústria ou para o comércio, esta situação perpetua-se de pais a filhos como uma fatalidade.
resulta uma pobreza geral. Com o seu ordenado ninguém pode acumular, poucos podem equilibrar-se. Nascem o recurso perpétuo para a agiotagem, a dívida, e a letra protestada, como elementos regulares da vida. Por outro lado, o comércio sofre dessa pobreza da burocracia, arruina-se, quebra, fica ele mesmo na alternativa de recorrer também ao estado, ou de cair no proletariado. O mesmo sucede aos industriais. A agricultura, sem recursos, sem progresso, não sabendo fazer valer a terra, arqueja á beira da pobreza e termina sempre recorrendo ao Estado."- Eça de Queiroz, As Farpas.
Contra Cultura
Porque tudo o que se possa fazer para combater a ditadura cultural da esquerda "alterglobalizante", bolchevique e afins é pouco, um blogue de cultura alternativa. Porque, na "extrema-direita", como gostam de lhe chamar os jornalistas e outros assalariados, sempre tivemos melhores criadores. Têm é andado adormecidos ou silenciados. Acordar, é preciso.
http://contracultura14.blogspot.com
http://contracultura14.blogspot.com
domingo, 15 de Novembro de 2009
Somos uma nação?
"Em Portugal não existe o egoísmo da nação vencendo e disciplinando o egoísmo de cada português. A nossa vida política, económica e moral não tem sido senão uma série lastimosa de actos de egoísmo individual, impondo-se despoticamente ao egoísmo colectivo, ao interesse da nação e subjugando-o".- Manuel Laranjeira.
E no dito dia...
2009.11.14 (Narathiwat, Thailand) - Two men are murdered by Muslim gunmen at a wood processing plant.
2009.11.14 (Peshawar, Pakistan) - Four children and a woman are among ten blown to bits by a sucide bomber.
2009.11.13 (Mosul, Iraq) - A 16-year-old Christian boy is gunned down outside his home by suspected radicals.
2009.11.13 (Yala, Thailand) - An 18-year-old is shot to death in a Religion of Peace drive-by attack.
2009.11.13 (Kabul, Afghanistan) - Two civilians and three soldiers are killed in separate roadside bombings by religious fundamentalists.
2009.11.13 (Mosul, Iraq) - A young man is kidnapped and shot in the head by terrorists.
2009.11.14 (Peshawar, Pakistan) - Four children and a woman are among ten blown to bits by a sucide bomber.
2009.11.13 (Mosul, Iraq) - A 16-year-old Christian boy is gunned down outside his home by suspected radicals.
2009.11.13 (Yala, Thailand) - An 18-year-old is shot to death in a Religion of Peace drive-by attack.
2009.11.13 (Kabul, Afghanistan) - Two civilians and three soldiers are killed in separate roadside bombings by religious fundamentalists.
2009.11.13 (Mosul, Iraq) - A young man is kidnapped and shot in the head by terrorists.
Compaixão
Há bocado, vendo de relance um bocado das notícias, fiquei a saber que hoje foi o "Dia da Compaixão" e que esta vai ser a respectiva semana ou coisa assim. A iniciativa tem direito a um vídeo multiculturalista, como não podia deixar de ser, vai passar-se em 180 países (talvez nalguns fuzilem as adúlteras em vez de as apedrejarem, durante estes dias) e partiu da cabecinha de Karen Armstrong. Esta senhora, para quem não sabe, é a maior dhimmi que existe no Ocidente, a maior apologista do islamismo, autora de livros encomiásticos sobre a "religião da paz" e de uma Biografia de Deus que é uma vergonha. Este, como outros desta infeliz, podem ser encontrados traduzidos em Portugal, onde se publica toda a porcaria e o que interessa realmente sai quando o rei faz anos.
Em Portugal, a coisa foi celebrada na mesquita de Lisboa, com muçulmanos, agnósticos, católicos, e gente de outras confissões lado a lado, em ambiente de grande fraternidade. Curiosamente, a jornalista ou o jornalista de serviço até disse que se tratava de uma iniciativa da comunidade islâmica. Não é, mas vinda da cabeça da sra.Armstrong ajudará a passar uma certa imagem (positiva, claro), do Islão. Tudo isto sempre com a cumplicidade de uma igreja católica que se revela, a cada dia que passa, um dos maiores inimigos do Ocidente.
Em Portugal, a coisa foi celebrada na mesquita de Lisboa, com muçulmanos, agnósticos, católicos, e gente de outras confissões lado a lado, em ambiente de grande fraternidade. Curiosamente, a jornalista ou o jornalista de serviço até disse que se tratava de uma iniciativa da comunidade islâmica. Não é, mas vinda da cabeça da sra.Armstrong ajudará a passar uma certa imagem (positiva, claro), do Islão. Tudo isto sempre com a cumplicidade de uma igreja católica que se revela, a cada dia que passa, um dos maiores inimigos do Ocidente.
Não se passa nada
Outrora especialista em desvalorizar o escudo, o nosso mais que tudo da política veio hoje desvalorizar o caso Face Oculta. Segundo a TSF, "Mário Soares, desvalorizou a investigação do caso “Face Oculta”, afirmando, este domingo que, enquanto questão política, não passa de um «problema comezinho».
Mário Soares entende que a comunicação social está a transformar o caso “Face Oculta” num caso máximo da Justiça de forma a conquistar audiências."
Talvez ainda se venha a descobrir que tudo não passa de uma enorme cabala engendrada pela comunicação social regional anti-maçónica instigada pelo padre Barruel, evocado em sessão espírita.
De qualquer modo, se o dr.Soares diz que não é grave, é porque não é, tal como não foi em 1975 em Angola, quando era seguro os portugueses ficarem e depois foi o que se viu.
Mário Soares entende que a comunicação social está a transformar o caso “Face Oculta” num caso máximo da Justiça de forma a conquistar audiências."
Talvez ainda se venha a descobrir que tudo não passa de uma enorme cabala engendrada pela comunicação social regional anti-maçónica instigada pelo padre Barruel, evocado em sessão espírita.
De qualquer modo, se o dr.Soares diz que não é grave, é porque não é, tal como não foi em 1975 em Angola, quando era seguro os portugueses ficarem e depois foi o que se viu.
Retrato do mulherio em Masoch
"As heroínas em Masoch possuem em comum formas opulentas e musculadas, carácter altivo, vontade imperiosa, certa crueldade até na ternura ou na ingenuidade. A cortesã oriental, a tsarina terrível, a revolucionária húngara ou polaca, a criada-amante, a camponesa sármata, a mística frígida, a filha de boas famílias participam desse fundo comum. 'Seja princesa ou camponesa, quer use o arminho, quer a peliça de pele de cordeiro, sempre essa mulher envolta em peles e munida de chicote, a qual torna o homem num escravo, é simultaneamente criatura minha e a verdadeira mulher sármata'. Mas sob a aparente monotonia surgem três tipos, muito diversamente tratados por Masoch.
O primeiro tipo é o da mulher pagã, a Grega, a hetaira ou Afrodite, geradora da desordem. Vive, diz ela, por amor e pela beleza, no instante. Sensual, ama quem lhe agrada e entrega-se a quem ama. Apela para a independência da mulher e para a fugacidade das relações amorosas. Invoca a a igualdade da mulher e do homem: é hermafrodita. Mas é Afrodite, o princípio feminino, que leva a melhor, como Onfália efemina e disfarça Hércules. Porque a igualdade, ela apenas a concebe como o ponto crítico em que o domínio se passa para o seu lado: 'O homem treme, a partir do instante em que a mulher se lhe torna igual.' Moderna, ela denuncia no casamento, na moral, na Igreja e no Estado, invenções do homem, que devem ser destruídas. É ela quem surge num sonho, desde o começo de A Vénus. No início de A mulher divorciada, é ela quem faz uma longa profissão de fé. Em A Sereia, ela surge sob os traços de Zenóbia, 'soberana e coquette', abalando uma família patriarcal, inspirando ás mulheres da casa o desejo do domínio, domando o pai, cortando os cabelos do filho num curioso baptismo, e revestindo toda a gente de disfarces.
No extremo oposto, o terceiro tipo é o da sádica. Gosta de fazer sofrer, de torturar. Mas torna-se curioso notar que esta age impelida por um homem, ou pelo menos em relação com um homem, do qual ela arrisca continuamente tornar-se vítima. Tudo se passa como se a primitiva Grega tivesse encontrado o seu Grego, o seu elemento apolíneo, a sua pulsão viril sádica. Masoch fala frequentemente daquele a quem chama o Grego, ou até Apolo, o qual incita, como terceiro termo, a mulher a um comportamento sádico."- Gilles Deleuze, Sade/Masoch, Assírio e Alvim, 1973.
O primeiro tipo é o da mulher pagã, a Grega, a hetaira ou Afrodite, geradora da desordem. Vive, diz ela, por amor e pela beleza, no instante. Sensual, ama quem lhe agrada e entrega-se a quem ama. Apela para a independência da mulher e para a fugacidade das relações amorosas. Invoca a a igualdade da mulher e do homem: é hermafrodita. Mas é Afrodite, o princípio feminino, que leva a melhor, como Onfália efemina e disfarça Hércules. Porque a igualdade, ela apenas a concebe como o ponto crítico em que o domínio se passa para o seu lado: 'O homem treme, a partir do instante em que a mulher se lhe torna igual.' Moderna, ela denuncia no casamento, na moral, na Igreja e no Estado, invenções do homem, que devem ser destruídas. É ela quem surge num sonho, desde o começo de A Vénus. No início de A mulher divorciada, é ela quem faz uma longa profissão de fé. Em A Sereia, ela surge sob os traços de Zenóbia, 'soberana e coquette', abalando uma família patriarcal, inspirando ás mulheres da casa o desejo do domínio, domando o pai, cortando os cabelos do filho num curioso baptismo, e revestindo toda a gente de disfarces.
No extremo oposto, o terceiro tipo é o da sádica. Gosta de fazer sofrer, de torturar. Mas torna-se curioso notar que esta age impelida por um homem, ou pelo menos em relação com um homem, do qual ela arrisca continuamente tornar-se vítima. Tudo se passa como se a primitiva Grega tivesse encontrado o seu Grego, o seu elemento apolíneo, a sua pulsão viril sádica. Masoch fala frequentemente daquele a quem chama o Grego, ou até Apolo, o qual incita, como terceiro termo, a mulher a um comportamento sádico."- Gilles Deleuze, Sade/Masoch, Assírio e Alvim, 1973.
Whitman e a moralidade
"A afirmação de que toda a arte é essencialmente moral aplica-se com particular pertinência à arte americana. Hawthorne, Poe, Longfellow, Emerson, Melville: é o problema moral que lhes interessa. A velha moral incomoda-os a todos. Sensualmente, apaixonadamente, todos atacam a velha moral. Mas não conhecem coisa melhor, intelectualmente falando. Por conseguinte, dão provas da mais absoluta fidelidade intelectual a uma moral que toda a sua paixão visa destruir. Daí a duplicidade que é a pecha fatal de todos eles: mais fatal do que nunca na mais perfeita das obras de arte americanas, A Letra Escarlate. Fidelidade intelectual absoluta a uma moral que o eu passional repudia.
Whitman foi o primeiro a quebrar esta fidelidade intelectual. Foi o primeiro a destroçar a concepção moral que diz que a alma do homem é 'superior' à carne, situado 'acima' dela. O próprio Emerson afirmava ainda esta incómoda 'superioridade' da alma. nem o próprio Melville conseguiu superá-la. Whitman foi o primeiro heróico vidente a agarrar a alma pela nuca e a atirá-la para o meio da louça partida."- D.H.Lawrence, Whitman, Relógio d'Água, 1994.
Whitman foi o primeiro a quebrar esta fidelidade intelectual. Foi o primeiro a destroçar a concepção moral que diz que a alma do homem é 'superior' à carne, situado 'acima' dela. O próprio Emerson afirmava ainda esta incómoda 'superioridade' da alma. nem o próprio Melville conseguiu superá-la. Whitman foi o primeiro heróico vidente a agarrar a alma pela nuca e a atirá-la para o meio da louça partida."- D.H.Lawrence, Whitman, Relógio d'Água, 1994.
sábado, 14 de Novembro de 2009
Carácter português
É bom. É do melhor. Leiam-se os comentários online dos leitores dos diversos jornais a propósito da exibição da selecção. É só ódio, mesquinhez, inveja. Que povo miserável. No fundo, não muito diferente do resto da humanidade, verdade seja dita. Mas um gajo fica cansado de ver tanto ranhoso, invejoso, canalha á sua volta. E quando dá por ela está a incorrer nos mesmos erros.
1002 filmes para ver antes do fim do mundo(LXI)
Repugnante filme revisionista de 1953 em que a prostituta imunda Salomé é transformada numa quase santa que acaba por se converter ao cristianismo quando este ainda nem sequer existia, acompanhada por um romano alienado representado por Stewart Granger. Rita Hayworth no papel de prostituta é a grande referência do filme, imortalizado por uma dança extremamente aborrecida que mistura elementos ciganos, afro, hindus, numa coisa progressista à Hollywood dos anos cinquenta e de sempre.Ficamos também a saber que, na altura de Herodes, já havia dançarinas chinesas na Palestina e cuspidores de fogo (antepassados do Bloco). O filme é um hino à fraude histórica. Vale a pena ver por isso. Ah, e o Baptista não diz coisa com coisa.
Liberalismo
"Com o fim do comunismo, o liberalismo perdeu a sua mais-valia. Hoje, procura capitalizar sobre a lembrança dos regimes totalitários, apresentando-se como o único sistema respeitável, até como o único possível, para continuar a beneficiar de um contraste quando se lhe opõe as suas próprias taras. Contudo, se a queda do sistema soviético representou incontestavelmente uma vitória do capitalismo, fica por demonstrar que ela corresponda também a uma vitória da democracia. No passado, utilizou-se o antifascismo para legitimar o anticomunismo e o anticomunismo para legitimar o nazismo. Hoje, é a crítica ou a evocação do totalitarismo que se instrumentaliza para fazer aceitar o liberalismo ou os desgastes do mercado. Este procedimento, causa de desespero para inúmeros indivíduos e povos que não avistam outra alternativa entre o totalitarismo e o horror, não é aceitável. Assim como as conquistas positivas de um regime totalitário não podem justificar os seus crimes, ou os crimes de um regime totalitário não podem justificar os de outro, também a recordação dos sistemas totalitários não pode fazer aceitar a sociedade actual naquilo que ela tem de mais destruidor e mais desumanizante. Não temos o direito de aceitar uma sorte injusta sob o pretexto de que ela poderia ser pior. Os sistemas políticos devem ser julgados por aquilo que são, não por comparação com os outros, cujos defeitos atenuariam os seus. Toda a comparação deixa de ser válida quando se torna uma desculpa: cada patologia social deve ser estudada separadamente."- Alain de Benois, Comunismo e Nazismo, Hugin, 1999.
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Tiroteio no Seixal
"Em comunicado, a PSP informa que uma equipa de intervenção rápida da divisão do Seixal foi chamada ao Bairro da Jamaica, devido a uma «desordem entre moradores com recurso a arma de fogo, na sequência de uma festa de aniversário».
No local, os agentes depararam com duas supostas vítimas com ferimentos de bala nas pernas e nos ombros, que se encontram «fora de perigo de vida».
Enquanto a PSP prestava auxílio às vítimas, «começaram a ser efectuados disparos, a partir de prédios adjacentes», por parte de um grupo de «cerca de 20 a 30» pessoas, lê-se no comunicado.
Segundo o documento, a equipa respondeu com disparos de “shot-gun” - as chamadas munições de ordem pública – com o objectivo de «repor a normalidade».
A PSP informa ainda que foram solicitados meios de reforço para o local.
Este incidente terminou com três indivíduos detidos, acusados de terem instigado e participado no «motim», e com a identificação de duas pessoas."- Fonte:TSF
O costume. A malta está a divertir-se, a polícia aparece e reprime porque os bairros sociais são focos de exclusão e falta de esperança devido às altas rendas pagas e o RSI não chega, não há alternativas para os jovens que têm de se meter em negócios menos claros, mas quem somos nós, burgueses, para atirar a primeira pedra ainda para mais quando há tanta corrupção e estes jovens desenraizados só querem fazer uma festa de aniversário e só vêem miséria e repressão e baixa escolaridade e o SOS Racismo devia fazer muito mais e o ACIDI e a igreja e todos porque são jovens e são o futuro e não podem ser assim reprimidos quando dão azo à sua alegria numa das poucas oportunidades que se lhes oferece.
No local, os agentes depararam com duas supostas vítimas com ferimentos de bala nas pernas e nos ombros, que se encontram «fora de perigo de vida».
Enquanto a PSP prestava auxílio às vítimas, «começaram a ser efectuados disparos, a partir de prédios adjacentes», por parte de um grupo de «cerca de 20 a 30» pessoas, lê-se no comunicado.
Segundo o documento, a equipa respondeu com disparos de “shot-gun” - as chamadas munições de ordem pública – com o objectivo de «repor a normalidade».
A PSP informa ainda que foram solicitados meios de reforço para o local.
Este incidente terminou com três indivíduos detidos, acusados de terem instigado e participado no «motim», e com a identificação de duas pessoas."- Fonte:TSF
O costume. A malta está a divertir-se, a polícia aparece e reprime porque os bairros sociais são focos de exclusão e falta de esperança devido às altas rendas pagas e o RSI não chega, não há alternativas para os jovens que têm de se meter em negócios menos claros, mas quem somos nós, burgueses, para atirar a primeira pedra ainda para mais quando há tanta corrupção e estes jovens desenraizados só querem fazer uma festa de aniversário e só vêem miséria e repressão e baixa escolaridade e o SOS Racismo devia fazer muito mais e o ACIDI e a igreja e todos porque são jovens e são o futuro e não podem ser assim reprimidos quando dão azo à sua alegria numa das poucas oportunidades que se lhes oferece.
Como é possível terem dado o Nobel ao Obama?
E não a algum dos seguidores da "religião da paz", que todos os dias lutam por um mundo mais harmonioso?
2009.11.13 (Bannu, Pakistan) - Six people lose their life in a suicide car bombing.
2009.11.13 (Kabul, Afghanistan) - A Taliban blast leaves at least two Afghans dead.
2009.11.13 (Peshawar, Pakistan) - A Shahid suicide truck bomber takes out ten at a government building.
2009.11.12 (Baghdad, Iraq) - A female high school teacher is shot to death by Muslim terrorists.
2009.11.12 (Nangarhar, Afghanistan) - Two children are blown to bits by Islamic bombers.
2009.11.12 (Peshawar, Pakistan) - An Iranian official is gunned down in a sectarian attack blamed on a Sunni group.
2009.11.13 (Bannu, Pakistan) - Six people lose their life in a suicide car bombing.
2009.11.13 (Kabul, Afghanistan) - A Taliban blast leaves at least two Afghans dead.
2009.11.13 (Peshawar, Pakistan) - A Shahid suicide truck bomber takes out ten at a government building.
2009.11.12 (Baghdad, Iraq) - A female high school teacher is shot to death by Muslim terrorists.
2009.11.12 (Nangarhar, Afghanistan) - Two children are blown to bits by Islamic bombers.
2009.11.12 (Peshawar, Pakistan) - An Iranian official is gunned down in a sectarian attack blamed on a Sunni group.
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
O jornalismo no tempo de Estaline
Um texto extraordinário, publicado hoje no brasileiro Globo, e que ilustra bem a paranóia instalada na sociedade soviética durante o regime comunista, em geral, e do "pai dos povos", em particular:
Vem chegando a data do aniversário de Josef Stalin, o ditador saudado por seus seguidores como “guia genial dos povos”. Um poema laudatório sobre Stalin chega à redação do Komsomolskaia Pravda . O redator passa os olhos. Os versos laudatórios – que comparam Stalin a uma “águia das montanhas” – ganhariam destaque na edição do dia seguinte. Ignatiev não resiste à curiosidade de passar os olhos pelo poema. De repente, ocorre-lhe uma dúvida devastadora : quanto tempo vive uma “águia das montanhas” ? E se a comparação fosse absurda ? E se a águia tivesse vida curta ? O que aconteceria se o jornal comparasse o intocável Josef Stalin a um pássaro de vida curta ?
A homenagem poderia se transformar numa dor de cabeça monumental não apenas para o autor do poema, mas para a redação inteira.
A dúvida sobre se era ou não apropriado comparar Stalin a uma águia da montanha provoca pandemônio entre os jornalistas naquele fim de noite de sábado. A tentativa de encontrar um redator informado sobre o tempo de vida médio dos animais fracassa redondamente. Era improvável que um daqueles jornalistas que cumpriam expediente no fim de noite fosse capaz de calcular o tempo de vida de uma remota variedade de águia. O amor de um ou outro jornalista pelo mundo animal com certeza não chegaria a tanto. Ignatiev tem, então, a idéia salvadora : por que não procurar o diretor do zoológico de Moscou ? - Geneton Moraes Neto
(a conclusão da história pode ser encontrada no Globo, http://colunas.g1.com.br/geneton/
Vem chegando a data do aniversário de Josef Stalin, o ditador saudado por seus seguidores como “guia genial dos povos”. Um poema laudatório sobre Stalin chega à redação do Komsomolskaia Pravda . O redator passa os olhos. Os versos laudatórios – que comparam Stalin a uma “águia das montanhas” – ganhariam destaque na edição do dia seguinte. Ignatiev não resiste à curiosidade de passar os olhos pelo poema. De repente, ocorre-lhe uma dúvida devastadora : quanto tempo vive uma “águia das montanhas” ? E se a comparação fosse absurda ? E se a águia tivesse vida curta ? O que aconteceria se o jornal comparasse o intocável Josef Stalin a um pássaro de vida curta ?
A homenagem poderia se transformar numa dor de cabeça monumental não apenas para o autor do poema, mas para a redação inteira.
A dúvida sobre se era ou não apropriado comparar Stalin a uma águia da montanha provoca pandemônio entre os jornalistas naquele fim de noite de sábado. A tentativa de encontrar um redator informado sobre o tempo de vida médio dos animais fracassa redondamente. Era improvável que um daqueles jornalistas que cumpriam expediente no fim de noite fosse capaz de calcular o tempo de vida de uma remota variedade de águia. O amor de um ou outro jornalista pelo mundo animal com certeza não chegaria a tanto. Ignatiev tem, então, a idéia salvadora : por que não procurar o diretor do zoológico de Moscou ? - Geneton Moraes Neto
(a conclusão da história pode ser encontrada no Globo, http://colunas.g1.com.br/geneton/
1002 demónios, monstros e mitos para conhecer antes do fim do mundo (XIV)
Democracia(II)
"Constatamos hoje que, nas sociedades liberais, a normalização não desapareceu, mas mudou de forma. A censura pelo mercado substituiu a censura política. Os dissidentes já não são deportados ou fuzilados, mas marginalizados, mantidos à parte ou reduzidos ao silêncio. A publicidade relegou a propaganda, e o conformismo toma a forma de pensamento único. A 'igualização das condições' que Tocqueville pensava não fazer surgir um novo despotismo, engendra mecanicamente a normalização dos gostos, dos sentimentos e dos costumes. Os hábitos de consumo moldam, de forma cada vez mais uniforme, os comportamentos sociais. Os modos de vida singulares desaparecem pouco a pouco. O alinhar ao centro dos partidos políticos conduz, na realidade, a recriar um regime de partido único, de que as formações existentes não representam tendências opostas nas finalidades, mas apenas nos meios de difundir os mesmos valores e chegar aos mesmos objectivos. O objectivo não mudou, trata-se sempre de reduzira diversidade ao Mesmo."- Alain de Benoist, Comunismo e Nazismo, Hugin, 1999.
Anda tudo doido? (Ou são sinais do fim dos tempos?)
Segundo avança hoje o site da Globo, um curso que pretende abordar a prática da masturbação em turmas de jovens entre os 14 e os 17 anos, está a causar grande contestação entre pais e educadores.
O polémico curso, inserido no programa "O prazer está nas tuas mãos", foi introduzido nas escolas da província da Estremadura pelas Secretarias de Educação e Juventude, com o objectivo de tentar acabar com os mitos que existem actualmente e fazer com que os adolescentes encarem a sexualidade de uma forma natural.
Nas aulas, que serão facultativas a partir de Novembro, irão ser abordados temas como a anatomia e fisiologia sexual, técnicas de masturbação e uso de objectos eróticos.
Esta notícia aparece hoje na edição online do DN. Eu estava convencido que tais questões eram do foro íntimo e pessoal. Pelos vistos, em Espanha, há quem pense o contrário. Cá, a onda há-de chegar. Espanha é hoje campo de todas as experiências e de todas as aberrações possíveis e imagináveis em termos sociais. Espanha está a ser moralmente devastada pela escumalha socialista e sequazes. E o que se passa por lá, interessa-nos. Não sei se a UE terá escolhido o país para campo de ensaio ou que raio aconteceu. Mas com o governo Zapatero assistimos às situações mais inconcebíveis. Ora, isto é também fruto da miserável desorganização que reina entre os verdadeiros nacionalistas espanhóis. Tal como cá.
O polémico curso, inserido no programa "O prazer está nas tuas mãos", foi introduzido nas escolas da província da Estremadura pelas Secretarias de Educação e Juventude, com o objectivo de tentar acabar com os mitos que existem actualmente e fazer com que os adolescentes encarem a sexualidade de uma forma natural.
Nas aulas, que serão facultativas a partir de Novembro, irão ser abordados temas como a anatomia e fisiologia sexual, técnicas de masturbação e uso de objectos eróticos.
Esta notícia aparece hoje na edição online do DN. Eu estava convencido que tais questões eram do foro íntimo e pessoal. Pelos vistos, em Espanha, há quem pense o contrário. Cá, a onda há-de chegar. Espanha é hoje campo de todas as experiências e de todas as aberrações possíveis e imagináveis em termos sociais. Espanha está a ser moralmente devastada pela escumalha socialista e sequazes. E o que se passa por lá, interessa-nos. Não sei se a UE terá escolhido o país para campo de ensaio ou que raio aconteceu. Mas com o governo Zapatero assistimos às situações mais inconcebíveis. Ora, isto é também fruto da miserável desorganização que reina entre os verdadeiros nacionalistas espanhóis. Tal como cá.
A Europa e as igrejas
"As diversas igrejas falharam. Completamente. Elas já não estão na frente de combate; há muito recuaram para a retaguarda. A partir dessa posição, o seu ressentimento aterroriza qualquer formação de uma nova vontade religiosa. Milhões de pessoas esperam por essa nova formação e não conseguem ver os seus anseios satisfeitos".- Joseph Goebbels
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
1002 demónios, monstros e mitos para conhecer antes do fim do mundo (XIII)
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