Em Beja, um facínora assassinou a mulher, a filha e a neta. Numa peça da TVI refere-se em rodapé que o dito facínora é "suspeito" dos crimes. Com três cadáveres em casa há vários dias é suspeito de quê? eu, pela minha parte, apenas suspeito da estupidez de quem fez a peça ou a inserção dos caracteres em rodapé. Mas isto vem ao encontro dos procedimentos politicamente correctos do jornalismo lusito. Agora garantem-se mais os direitos (reais ou imaginários) de criminosos do que a memória das vítimas. E, para estes parvinhos, quem comete um crime está sempre abrangido pela sombra protectora dos direitos humanos e da certeza de que até uma condenação definitiva nunca se é mais do que hipotético criminoso, mesmo que se seja preso em flagrante a serrar a cabeça de um cadáver acabado de matar.
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