Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Imigração, duas ou três coisas que não percebo

Entre os argumentos recorrentes usados pelos arautos do politicamente correcto, pelo esuqerdalho e pelos amigos da imigração conta-se o de que são eles o sustentáculo futuro da segurança social, pelo menos em parte. Não percebo. Será que os imigrantes não receberão também reformas quando for altura disso? ou então os que argumentam a favor do seu contributo para a sustentabilidade da segurança social acham que eles estarão por cá apenas durante a idade produtiva, regressando em velhos aos respectivos países e sem qualquer reforma o que, diga-se, é de uma hipocrisia que não lembra à extrema-direita.
Por outro lado, em alturas de crise como esta, os imigrantes também constarão da lista de desempregados e muitos deles receberão subsídio de desemprego pelo que estarão a contribuir para a pressão sobre os cofres da segurança social. A não ser que não tenham direito a tal ou recebam uma miséria absoluta.
Finalmente, outro argumento muito usado é o de que vêm fazer os trabalhos que os portugueses não querem (a prpósito disso, ainda hoje me deparei com uma rapariga nova, com o 12ºano, a limpar as casas de banho num centro comercial. E era portuguesa). Se for assim calcula-se que sejam trabalhos que pouca riqueza acrescentam ao pib pelo que se pergunta onde é que fica a grande contribuição que eles dão para a economia. E, no caso de estarem a ocupar trabalhos altamente produtivos não estarão a lançar no desemprego muitos nacionais?
Relativamente ao contributo positivo para a demografia é sabido que acabam por adoptar muitas vezes os hábitos dos autóctones e, a não ser assim, não representam um acréscimo em termos financeiros por via de abonos de família, utilização dos serviços de saúde, educativos e outros?
Isto para não falar naqueles que, graças ao racismo e à xenofobia, são empurrados para a marginalidade e acabam nas cadeias às custas do erário público.
Enfim, quatro ou cinco questões, assim de repente, que me lançam dúvidas quando me falam do maravilhoso contributo dos imigrantes para o progresso do país.

4 comentários:

  1. Na realidade são um peso muito maior para a segurança social do que um contributo.
    Muito português desconta para a segurança social para sustentar parte deles.

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  2. Exacto, só que nos "estudos rigorosos" isso nunca é referido. São sempre a salvação do mundo. Saúde.

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  3. Muito bom o texto, em 2 dúzias de linhas deitou por terra os mitos que foram propagandeados por décadas aos portugueses, de forma a aceitarem sem reclamar uma autêntica invasão ao seu país. Imagino quais serão os gastos com abonos, segurança social (que está sempre que lá passo pejada de extra-europeus), programas de integração, casinhas de borla, tudo, enquanto o "tuga" leva 20 anos a pagar uma casa. E quais os benefícios da invasão de terceiro mundistas (africanoides, zucas) para Portugal, achavam os traidores que eles iam criar empresas? valor acrescentado, obviamente que não, geram aquilo que se vê nos suburbios de Lisboa, Porto, Algarve, etc.. criminalidade, insegurança, caos social, parasitismo.
    Essa de que eles vêem fazer os trabalhos que nós não fazemos então é da praxe, sabendo nós que muitos portugueses fariam exactamente esses serviços se fossem decentemente remunerados, pois é como se diz, quem compete com escravo (mão de obra ilegal do 3ºmundo sob exploração), escravo torna-se.
    Portugal aos portugueses

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  4. Infelizmente, estudos sérios que mostrem o verdadeiro "contributo" da imigração não aparecem. Tendo em conta que a maioris dos investigadores e etc estão alinhados com az vozes dominantes só nos oferecem as virtudes imaginárias das vagas que vão chegando à Europa. Saúde.

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