Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

comunismo e comunicação

Hoje calhei a ver na TVI a notícia da detenção do derradeiro líder do grupo maoísta-terrorista Sendero Luminoso. Na peça foi referido que a actividade do grupo esteve ligada a uma guerra civil que causou setenta mil mortos entre 1980 e 1990, se não me engano. Além dos erros evidentes não foi referido que se tratava de um grupo terrorista de cariz maoísta que pretendia impôr no Perú uma ditadura regida pelos mandamentos do camarada Mao zedong à mistura com uma ideologia camponesa terceiro-mundista criada por burgueses desencantados. É assim o rigor informativo da comunicação social lusita. Sempre que se fala em guerrilha sul-americana pensam sempre em rapazes bronzeados, com lindas boininhas, de barbas e que defendem os indefesos camponeses contra as inevitáveis ditaduras militares. Mesmo quando está em causa o mais carniceiro e homicida dos grupos terroristas que operaram na América do Sul na segunda metade do século XX a comunicação social lusita não consegue deixar de lado o complexo do guerrilheiro bonzinho, fruto da mitificação de canalhas como Guevara e outros. Se estes pseudo-jornalistas se dessem ao trabalho de estudar e aprender qualquer coisita podia ser que a informação melhorasse um bocadinho. Como isso é pedir muito vamos ter de continuar a desconfiar do que dizem estes justiceiros do ecrã e procurar inormação em condições por outras paragens, preferencialmente menos intoxicadas pelo companheirismo de viagem.

1 comentários:

  1. Quem são os donos da comunicação social em portugal? São os donos de portugal, evidentemente, e como as suas actuações são subversivas, também as notícias são subeversivas. O politicamente correcto hoje representa precisamente uma situação subversiva.

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