Um operário despedido por meditar enquanto devia trabalhar, um entrevado, uma criança que será o puro socialismo mas que morre antes disso, uma mãe que também se transforma em pó antes de ver o dia glorioso, uma escavação para maior glória do bolchevismo e, por extensão, da humanidade. Um cenário perpetuamente cinzento, pois é isso o comunismo. Frio, opressivo, lamacento. Introduz-se pela alma e conduz os que o recebem à esterilidade metafísica. Conhecem todas as respostas, conhecem todas as verdades. Tal como os canais do Báltico, esta escavação destrói quem por lá passa. Andrei Platónov escreveu, os bolcheviques não gostaram, a Antígona editou em Portugal no final do ano passado.Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Livro do dia- A escavação
Um operário despedido por meditar enquanto devia trabalhar, um entrevado, uma criança que será o puro socialismo mas que morre antes disso, uma mãe que também se transforma em pó antes de ver o dia glorioso, uma escavação para maior glória do bolchevismo e, por extensão, da humanidade. Um cenário perpetuamente cinzento, pois é isso o comunismo. Frio, opressivo, lamacento. Introduz-se pela alma e conduz os que o recebem à esterilidade metafísica. Conhecem todas as respostas, conhecem todas as verdades. Tal como os canais do Báltico, esta escavação destrói quem por lá passa. Andrei Platónov escreveu, os bolcheviques não gostaram, a Antígona editou em Portugal no final do ano passado.
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