Os blogues da direitinha mete-nojo continuam excitados com a verdade propagada pelo primeiro-ministro. Não foi mais do que a afirmação de uma evidência aquilo que ele disse sobre a emigração de professores (e não só). E nos países civilizados também há muita mobilidade. E não podemos querer nascer e morrer no mesmo sítio, vivendo aí a vida toda. E etc, etc. Há uns anos, um amigo meu dizia que certos gajos gostavam de ir a Londres porque havia lá homens de todas as nações (ele era um bocadinho mais rude a dizer isto mas sei que há muitas senhoras que lêem este blogue e vou moderar-me). A direitinha também é assim. Os seus representantes mais ilustres deliram com uns dias em Nova Iorque ou Londres ou uma pós-graduação lá fora e depois acham que a emigração é fixe, que é uma coisa simples. Quando olho para fotografias destes gajos percebo o que eles dizem. Para eles talvez seja fácil. E mais fácil será para a família, caso a tenham - o que duvido. Mas para quem não seja um liberalzinho mete-nojo, com cabelinho à mete-nojo, para quem não se excite a ler o Hayek ou outro austríaco qualquer e para quem tem família e sente algum apego à terra (sentimento criminoso para os bandalhos da direitinha mete-nojo) as coisas não são assim tão simples.
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