No tempo em que o fado era fado ninguém se preocupava - e bem - em saber se era património mundial ou não. Agora, quando o fado é moda e aparece prostituído com todas as outras formas de expressão musical é que foi elevado à categoria de patrimónia imaterial da humanidade, seja lá isso o que for. O fado, portanto, não é património de humanidade nenhuma porque essa coisa, como bem dizia o sr. Fernando Pessoa não existe. O fado, portanto, não é património de humanidade nenhuma porque essa coisa, como bem dizia o sr. Dostoiévski é uma abstracção e nada mais. O fado é património nacional e não internacional. Tal como os pastéis de nata ou os maranhos e o bucho ou o centro histórico de Évora. Que os outros o apreciem tudo bem, óptimo até. Que o reconheçam só demonstra bom gosto da parte deles. Mas isso não os torna co-proprietários do mesmo. Tal como eu, por gostar de música cajun não a reclamo como minha pois não a posso sentir como quem a faz e vive e viveu por ali. Mais uma vez, só num mundo de modas, ilusões imagéticas e ícones que não merecem círios poderia haver alegria por um facto tão lamentável como este. E, para concluir, veja-se como é engraçado que um património dito imaterial seja elevado a tal estatuto por uma organização materialista e enfeudada ao neo-marxismo.
Nunca gostei muito de cantos islâmicos, por mais estranho que pareça, logo sempre tive aversão ao fado, coisa horrenda de se ouvir.
ResponderEliminarEu gosto, mas não dos fadinhos de agora e das idiotices moderno-fadistas.
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